30/03/10

TECNOLOGIAS


Vivemos rodeados de tecnologia. Estas coisas leves, meio metálicas, meio recicladas, reutilizadas ou seja o que for, entraram na nossa vida e ... nós permitimos tudo. É verdade que facilitam os gostos particulares de cada um, mas empurram-nos poara um destino que era completamente desnecessário ...

Os cheiros ficaram lá fora, o vento é apenas música que embala o nosso trabalho e apenas os aromas das frutas que comprei no hiper me faz sonhar com o campo e a outra liberdade.

Vou jogar à bola antes que o sol se esconda por detrás da nuvem que cresce em Lisboa.

29/03/10

A PRÉ-HISTÓRIA


A Pré-História foi uma época que a humanidade chamou ao tempo, antes de haver a história. As pessoas não conheciam a escrita nem precisavam dela para nada. A força imperava e os mamíferos grandes também.

A roupa era feita dois meses depois dos animais terem sido abatidos e as peles curtidas pelo pessoal dispensado das grandes caçadas. À noite, como não havia televisão, sentavam-se todos muito juntinhos e curtiam os meteoritos a riscar o céu enquanto roiam o último osso.

As pessoas viviam em pequenas comunidades, respeitavam-se muito, não sabiam o que era o vil metal e eram muito unidas devido às enormes dificuldades que havia para sobreviver.

A esperança de vida era pequena. Num ano bom para o vírus da gripe era o suficiente para dizimar comunidades inteiras.

O mais interessante era depois das caçadas. Os homens grafitavam as paredes das cavernas. Aí desenhavam livremente o que gostavam e não tinham receio de críticas.

28/03/10

MARÉ VAZIA, MARÉ CHEIA!

Ao entardecer
É bom passear
Os olhos no céu
E a alma no mar

Afastar a tristeza
Para a frente olhando
Pisando a pobreza
E o silêncio desfolhando!

Ontem fui ver o mar
Um mar sem marinheiros
Estava meio cheia a praia
De gente que só queria respirar

E o velho que praguejava
Cem cães pela mão a passar
E a vendedora de morangos
Entre ondas a rebentar

E a espuma branca ali
Pegadas na areia
Mistérios do vento
Maré vazia, maré cheia

27/03/10

ARISTIDES DE SOUSA MENDES, UM GRANDE PORTUGUÊS


Foste fiel à vida
Sempre nos havemos de lembrar
Tua missão foi cumprida
O mundo ficou a ganhar

Foste fiel à esperança
Tua coragem acto de amor
Por ti, temos de ter confiança
Num mundo cada vez melhor

26/03/10

ESCADAS EM CARACOL


Esta noite não choveram estrelas. Apenas umas gotas molharam as estradas e depois o vento varreu as nuvens suavemente até ao fim do horizonte.

O céu ficou limpo em instantes e nele pude descobrir uma pequena casa onde passei a morar. Até lá chegar, subi numa escada em caracol, por uma direcção que segue a linha da minha mão.

Hoje moro lá e tenho no átrio da entrada um placa que diz: Bem-vindo sejas viajante!

ESTA LISBOA PRIMAVERIL

Fixei o olhar nos leões que guardam portas desta cidade. Sempre alerta assustam os insectos de olhos vidrados que embriagam o vento. Esta potência é cega ... mas se lhe tocamos, seja em que parte do corpo for, sentimos a impotência de uma pedra morta e cinzenta.
Lisboa, primaveril, é hoje varrida por um vento cheio de segredos.
Já nem as horas certas interessam a ninguém.

24/03/10