Na Soalheira o sino
tocou,
O senhor padre Luciano chegou!
Homem de fé e de grande doutrina,
Queria a batina com o toque da Etelvina.
— Ó Mestre Manuel,
homem de respeito,
Espero que o nó tenha ficado bem feito!
Se o botão cai no altar do Senhor,
A sua costura perde todo o valor!
O velho alfaiate,
mestre do compasso,
Limpou as mãos e deu um passo:
— Senhor padre, não há aqui falha,
A minha agulha nunca se atrapalha!
Se o botão fugir ou a
linha partir,
É porque o senhor não pára de hóstias engolir!
A Etelvina riu, o mestre piscou o olho,
E o padre Luciano nem teve piolho!
Os aprendizes, firmes
e hirtos,
Olhavam a batina sem dar um grito.
O tecido escuro assentava que nem uma luva,
Pronto para a missa, viesse sol ou chuva!
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