11/06/26

A CASA DOS BARREIROS

O telhado velhinho
Já estava a pingar,
O grande Zé Justo
O veio mudar. 

Pintaram-se as paredes,
Ficou um primor,
A obra do Justo
Tem muito valor.

 Na Casa dos Barreiros,
 O teto mudou,
 O Zé trabalhou bem,
 A chuva acabou.

Acabou-se a água
A cair no chão,
O Zé fez da casa
Um bom casarão.

A casa está nova 
Da base ao topo, 
Ao mestre Zé Justo 
Paguemos um copo.

06/06/26

MANHÃ DE PRIMAVERA

Sentado no degrau da porta,
Canto e rio sem pressa ou fim,
A paz brilha e conforta,
Com o sol só para mim.

Vem vento fresco da serra
Abraçar este dia de amor,
Saboreio o melhor da terra:
Passas doces cheias de calor.

Piso este granito puro,
Sinto a vida a pulsar,
Agua a correr a meus pés,
A caminho de outro lugar.

Levanto-me e radiante,
Sacudo moscas ao burro,
Giro e brinco num instante,
Num gesto livre e puro.

Dou-lhe um pouco de pão,
Com paciência que ninguém tem,
Enquanto a carroça espera
E o sussurro do repuxo vem.