22/10/26

UMA TARDE NO CAFÉ DO ZÉ MARIO

(Refrão)

Ó Tarde de Verão, ó Sol que não tem fim!
O café do Zé Mário espera por mim!
Esquece lá a missa, já passou o almoço,
Às três da tarde eu corro o que posso!
Bate a carta na mesa, rasga o peito e a voz,
Que o calor de Agosto traz os "franceses" a nós!

1
A mesa da entrada, bem colada ao balcão,
Quatro jogam à Sueca de trunfo na mão!
Entre jogadas banais e pontos discutidos,
São moscas teimosas e abraços partidos.
Estica-se a mão no meio da jogada:
Vem Laranjina C, Trina e cerveja fresca (ou morna) puxada!
Vêm tremoços à pressa, amendoins a saltar,
E a cerveja na garrafa para quem quiser arriscar!

(Refrão)


2
Olha a televisão! Se o cinema chamar,
Nas cadeiras de Sumol nos vamos sentar!
Ruído sereno de um fim de tarde a cair,
Resta-nos a amizade e a leveza de sorrir.
Mas Agosto é curto, o vento frio vai chegar,
E o vazio do Outono a Soalheira vai abraçar...

(Refrão)

3
Meus amigos da vida, guardem a saudade,
Que eu trago a promessa e a eletricidade!
A máquina do tempo já a estou a criar,
Para ao passado da Soalheira podermos regressar!
Preparem os copos, o brinde vai ser agora,
À terra que nos criou e que o peito chora!
Viva a Soalheira!

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UMA TARDE NO CAFÉ DO ZÉ MARIO

(Refrão) Ó Tarde de Verão , ó Sol que não tem fim! O café do Zé Mário espera por mim! Esquece lá a missa, já passou o almoço, Às três da ...