Ó Tarde de
Verão, ó Sol que não tem fim!
O café do Zé Mário espera por mim!
Esquece lá a missa, já passou o almoço,
Às três da tarde eu corro o que posso!
Bate a carta na mesa, rasga o peito e a voz,
Que o calor de Agosto traz os
"franceses" a nós!
1
A mesa da entrada, bem colada ao balcão,
Quatro jogam à Sueca de trunfo
na mão!
Entre jogadas banais e pontos discutidos,
São moscas teimosas e abraços partidos.
Estica-se a mão no meio da jogada:
Vem Laranjina C, Trina e cerveja fresca (ou morna)
puxada!
Vêm tremoços à pressa, amendoins a saltar,
E a cerveja na garrafa para quem quiser arriscar!
(Refrão)
2
Olha a televisão! Se o cinema chamar,
Nas cadeiras de Sumol nos vamos sentar!
Ruído sereno de um fim de tarde a cair,
Resta-nos a amizade e a leveza de sorrir.
Mas Agosto é curto, o vento frio vai chegar,
E o vazio do Outono a Soalheira
vai abraçar...
(Refrão)
3
Meus amigos da vida, guardem a saudade,
Que eu trago a promessa e a eletricidade!
A máquina do tempo já a estou a
criar,
Para ao passado da Soalheira
podermos regressar!
Preparem os copos, o brinde vai ser agora,
À terra que nos criou e que o peito chora!
Viva a Soalheira!

Sem comentários:
Enviar um comentário