29/09/16
03/09/16
22/05/15
15/05/15
ESTA SAUDADE QUE ME PERSEGUE
Imagino viagens ao tempo em que cresci
Onde gente feliz me ensinou a ver a verdade
Corridas sobre cubos de pedra onde descobri
Que nada é mais rijo que a vontade
E voei num fim de verão, para sul
E fui andando, mudando com os passos que dei
Estranha lembrança esta que me acompanha
Pela jornada que então comecei
POEMA DE PABLO NERUDA
Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem destrói o seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is"
a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
chuva incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!
Pablo Neruda
20/03/15
TU ACREDITASTE!
Tu quiseste ser
Lutaste sem pensar
Sabias o teu destino
Não te perdeste a brincar
A força foi o teu querer
Sonhaste como um menino
E abraçaste o mar imenso
Quebraste o teu bom senso
Deste à vida, outro sentido
E mil viagens tu sonhaste
Onde te perdeste e encontraste
E nunca te deste por vencido!!!
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