09/02/13
SOALHEIRA ... SILVADOS
Deixa-me seguir por estes caminhos velhos que me viram crescer. Silvados teimosos sempre com vontade de pegar onde abelhas vespeiras se escondem para procriar. São as amoras pretas e as maçãs a cair, são os risco no céu de um tempo a passar ... a minha aldeia continua agarrada ao sol que a protege e espera por aqueles que a guardam na alma.
01/02/13
Doce futuro
Quisera escrever de um tempo que não vivi. Pensava que tudo se resumia a imaginar e manejar um lápis, desenhando letras que o acaso do meu querer queria. Mas nada disso aconteceu, vi apenas fumo e lágrimas e a vontade abandonou-me à minha sorte.
Pego em algo doce e fecho os olhos ... a vida segue com caminho definido e não me pertence a mim alterá-la.
Pego em algo doce e fecho os olhos ... a vida segue com caminho definido e não me pertence a mim alterá-la.
PARA SUL
O dia está feliz. Os pássaros cantam livremente, as abelhas passam rasante entre os silvados e no céu riscos brancos de aviões indiferentes. Passo o S. António e entro nas retas abertas pelos antigos, ladeados de muros novos e velhos que já assistiram a histórias pretas e de encantar. A Várzea, sempre sossegada, espraia-se por entre o milheirais e couves e vou descendo fazendo curvas e contracurvas. Cada curva do caminho lembra-me uma história de um passado com décadas e às vezes lá me cruzo com alguém, ou um carro que parece perdido mas com rumo pensado. A Aguadalto lá continua no meio da reta, agora mais triste e só. O tio Penuxo deixou na minha memória um nome para o lugar , enquanto as cegonhas brancas vão espreguiçando nas horas primeiras dos dias. Finalmente a Fonte Nova. terras frágeis e arenosas de espaços abertos e maravilhosos, estão semeadas de tudo o que calha. Olhar para sul ... encanta-me.
22/01/13
TENTEI
Tentei colocar aqui
A tua fotografia
Tentei neste canto guardar
o teu rosto ... poesia
Não deu para ser
Acaso não cheguei
Por nada consegui perder
O que nunca inventei
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