21/12/09

BOM NATAL! PAZ ... PAZ ... PAZ ...

É Natal!
São estes dias que antecedem o dia 25 que nos fazem lembrar o nascimento do menino Jesus e é por ele que se celebra a quadra. Mas nos últimos anos tudo mudou. Se se mandar fazer um desenho a um aluno do 2º ciclo sobre o Natal o que vai surgir são as prendas, o Pai Natal, a árvore, estrelas ... o presépio já não consta ou só quando se relembra, é que alguém o valoriza.

O século XXI não tráz nada de novo. O materialismo aliado à crise, a crise aliada ao materialismo fazem-nos rodar na volta do mesmo ... há valores de um tempo que se perdem ... agora mais rapidamente.

POR CIMA DE LISBOA!

Olho a sul ... Lisboa.
O sol forte do início da tarde tenta vencer a neblina que vem do lado do mar. Pouco a pouco as pontes escondem-se e a cidade vai-se envolvendo  lentamente entre os cinzentos do primeiro dia de Inverno.
Subo para o vento que pára junto da minha janela, encosto o cotovelo no acaso e vou por aí ver a Lisboa do gelo e do frio.
O caminho é o Tejo, brilhante e mal penteado. Sem maré definida e com muito vento descubro a zona ribeirinha cheia de estradas, carros e edifícios. Os poucos atrevidos que arriscam andar nas ruas, encondem o rosto numa gorra e caminham lentamente entre estradas e folhas castanhas do passado Outono.
E giram mais folhas ao sabor do vento tentando encontrar o lugar final para o descanso invernoso.

20/12/09

POR CIMA DA RUA!



O fim de tarde está frio e chuvoso. Rapidamente a noite apareceu e com ela uma chuva gelada que entra pelas costas e gelo o coração.
Encosto-me à janela a ver a chuva escorregar pela berma da estrada numa cadência contínua e silenciosa. Pelo meio andam folhas, filhas do Outono e restos de papéis que nada vão dar.
É o Inverno que se anuncia através do vento que embala as árvores e desta humidade que convida a ficar em casa.
Passa um carro, a água brilha e reflecte as minhas mágoas.
Bem vindo sejas Inverno.

PELAS RUAS DE LISBOA!

Com o frio a varrer Lisboa, esta parece de outras eras: limpa, arrumada, bonita ... vazia de gente e de sonhos.
É o estacionamento subterrâneo, um eléctrico que vai lutando, uma travessa adormecida, lojas fechadas ... onde está essa Lisboa capital?
No Rossio se não fossem as fontes, a publicidade e os pombos ... diria que não a reconheceria. Até os africanos que povoam a parte norte desapareceram!
Quem gosta desta Lisboa despida de movimento e gelada de rigor, venha v~e-la numa manhã de sol qualquer.

19/12/09

POR CIMA DO CIRCO!

É entrar senhoras e senhores, meninas e meninos ... olha a bela pipoca ... olha o gelo das sessões de Natal ... e lá veêm os leões, elefantes, morsas e papagaios, avestruzes e camelos num desfile de fazer corar o Pai Natal.
Hoje o circo está melhor. As instalações, os números ... toda a organização melhorou mas não compreendo aquelas filas enormes, os estacionamentos cheios ... nos dias mais frios do ano!
Parece que é de propósito! Naqueles dias de Dezembro quando as temperaturas tocam no valha-me Deus é que a gente tem de ir ao Circo! Tem que sempre no dia mais frio do ano!

Não seria possível tentar enganar o calendário e o Instituto de Meteorologia?

18/12/09

POR CIMA DA PORTA DA ESCOLA!

Não tinha nada para fazer. Comecei a seguir os fios que se cruzavam num jogo aleatório por cima e por baixo do meio da parede. De repente deparei com uma caixa, branca de novidade, ansiando pela ligação à rede, à teia ou a qualquer sítio perdido. Imaginei o destino de tão elegante figura numa parede velha. Talvez controlar o incontrolável, descobrir os caminhos velhos que já não há!
Mas não, a sua função é viver adormecida numa arrecadação de um piso térreo com janelas altas e mesas a meter dó.
Imaginei a tomada de decisão: "a partir de agora vai aumentar a segurança, vamos descobrir o que nunca imaginamos ... deve vir aí uma OPA à integridade de quem gosta de trabalhar.

Não havia melhor lugar para gastar dinheiro?

POR DETRÁS DE UM SORRISO!

Os nossos comportamentos traduzem o que nos vai na alma
Aquilo que a alguns irrita, noutros acalma
Os caminhos indiferentes que temos de trilhar
Não significam mais do que um olhar

E o sorriso que às vezes nos quer fazer crer
Está ali, mas não está a acontecer
Por isso nem sempre as palavras soam
Simplesmente elas batem as asas, mas não voam

17/12/09

POR CIMA DO MAR!



Para todos aqueles que gostam de água ...
Estou no mar alto algures entre a falha do Teimoso e a falha da Baviera, em pleno Atlântico. Vim investigar a acção das falhas nas certezas que provocam abalos e mais tremuras.
O que vos posso dizer é que o mar está agitado, vagas de mais de sete metros e não se vê sinal de agitação tectónica. Como sabem é por aqui que passam as baleias e às vezes também passam golfinhos perdidos. Tirando isso só algum barco em rotas normais.
Peço ao piloto da força G que regresse à base pois amanhã estarei em serviço à porta do Parlamento.
Aqui as tremideiras são outras e as receitas são atraentes já que levam poucos ingredientes.