08/10/26

A ÚLTIMA VEZ QUE TE VI

 

A água escorria, de manso ou de louco,
Saindo da fonte num drible ao tempo,
E o vento soprava, de pouco em pouco,
Levando as graças num leve momento.

E lá estavas tu, num silêncio profundo,
Com o teu balde azul bem seguro na mão,
Triste, mas bela (a mais bela do mundo!),
Dizendo adeus à nossa ilusão.

O gelo nem pôde sequer derreter,
Pois falta de fogo era o nosso problema!
Foste-te embora, p'ra tudo esquecer,
De balde vazio... que trágico dilema!

Caíram as máscaras de um carnaval,
Fugiram segredos que a gente ocultava.
O nosso romance chegou ao final:
A página vira... e a história acabava!


Sem comentários: